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Danila Maia
Autoconhecimento

Autoestima: o que é de verdade e por que frase pronta falha

Por Danila Maia

Em resumo

Autoestima não é achar-se ótima. É como você se trata quando ninguém está olhando. Entenda a raiz da baixa autoestima e por que frase pronta não resolve.

Mulher por volta dos quarenta anos, sem maquiagem, olhando para o próprio reflexo no espelho do banheiro em uma manhã comum, com expressão serena e pensativa

Autoestima é o valor que você sente que tem, e não apenas o que você sabe sobre si. Não é achar-se ótima nem se comparar bem com os outros. É a relação que você mantém consigo quando ninguém está olhando: o jeito como você se trata, se escuta e se prioriza quando não tem plateia.

Alguém te diz: “você é incrível, não sei como você dá conta de tudo”. Você agradece. Sorri, muda de assunto, fala do trânsito. E por dentro passa aquele pensamento rápido, quase automático, que você nem chega a formular direito: se soubesse como eu sou de verdade.

O elogio não entra. Nunca entra.

O problema não é você não conhecer as suas qualidades. Você sabe listar. Você sabe que é competente, que é boa mãe, que resolve, que as pessoas confiam em você. O problema é que saber não muda como você se sente. E é exatamente por isso que a lista de dicas nunca pegou: ela conversa com a parte de você que já entendeu tudo, não com a parte que não acredita.

Este texto é sobre essa outra parte: de onde ela veio, como aparece no seu dia sem se anunciar, e o que dá para fazer que não seja mais uma cobrança na sua lista.

O que é autoestima, de verdade

Autoestima é o valor que você atribui a si mesma, e a maior parte do que se escreve sobre isso para por aí. (E sim, escreve-se junto, sem hífen, desde o Acordo Ortográfico. Auto-estima é a forma antiga.) O problema desse enquadramento é que ele transforma a autoestima em uma nota. Como se existisse dentro de você uma régua de zero a dez e o trabalho fosse subir alguns pontos.

Autoestima não é o que você responderia se alguém te perguntasse quanto você vale. É o que você faz quando ninguém pergunta nada. É uma relação, não uma pontuação. E relação a gente não melhora com autoavaliação. A gente melhora convivendo diferente.

Autoestima não é achar-se ótima

Existe uma confusão que atrapalha muita gente: achar que ter autoestima é ser convencida. Não é. Autoestima alta não tem nada a ver com se sentir superior aos outros. Quem se sente bem consigo não precisa que ninguém fique abaixo.

Aliás, o contrário costuma ser mais verdadeiro. A pessoa que precisa se comparar o tempo todo, que mede, que checa quem está na frente, geralmente não está confortável na própria pele. Comparação é sintoma, não é força.

O teste do “ninguém está olhando”

Aqui está o deslocamento que muda tudo. Se autoestima fosse mesmo a nota que você se dá, bastaria mudar a nota. Mas repare onde ela realmente aparece.

Como você fala com você mesma quando erra alguma coisa pequena? Tem gente que se chama de burra por esquecer uma senha.

Você come sentada ou de pé, na pia, resolvendo a próxima coisa?

Você descansa sem justificar, ou precisa estar exausta o suficiente para merecer o sofá?

Nenhuma dessas perguntas é sobre o que você pensa de si. Todas são sobre como você se trata. E é aí que mora a autoestima. Não é teoria sobre você. É prática com você. Esse é o começo real do conhecer o que você sente por dentro, e não tem nada de abstrato.

Os três pilares da autoestima

Quando se fala em pilares, costumam aparecer três, e eles são úteis se a gente traduzir para o cotidiano:

  • Autoaceitação: aceitar quem você é hoje, com o corpo de hoje, a idade de hoje, o que você conseguiu até aqui. Não é desistir de mudar. É parar de condicionar o seu valor a uma versão sua que ainda não existe.
  • Autorrespeito: se tratar com o mesmo cuidado que você oferece a todo mundo. É o pilar que aparece no limite: conseguir dizer que não dá, sem passar três dias se explicando.
  • Autoconfiança: confiar que você dá conta de encarar o que vier. Repare que é diferente de achar que você vai acertar sempre.

Algumas abordagens somam um quarto pilar, a rede de apoio ou a competência social: o quanto você se sente parte de algum lugar. Faz sentido. Ninguém sustenta o próprio valor sozinha no vácuo.

Autoestima, autoimagem, autoconfiança e amor-próprio: qual é a diferença

Essas quatro palavras vivem sendo usadas como sinônimo e não são. Distinguir ajuda a entender por que a sua vida pode estar funcionando por fora e doendo por dentro.

  • Autoimagem é como você se enxerga: aparência, jeito, comportamento. É a fotografia mental que você faz de si.
  • Autoestima é o quanto você é gentil com essa imagem. Duas mulheres podem ter a mesma imagem no espelho e uma relação completamente diferente com ela.
  • Autoconfiança é o quanto você acredita que dá conta de algo específico. Ela é situacional.
  • Amor-próprio é o que você faz com tudo isso na prática. É a autoestima em ação: o que você aceita, o que você recusa, o que você pede.

A ponte entre as quatro é o que confunde tanta gente. Dá para ter autoconfiança profissional altíssima, comandar reuniões, ser a pessoa que todo mundo procura quando o projeto está pegando fogo, e mesmo assim não conseguir receber um elogio sem desconversar. A competência não sobe junto com o valor sentido.

E sobre tipos de autoestima: costuma-se falar em alta e baixa, como se fossem dois grupos. Existe uma terceira, a mais comum entre as mulheres que eu escuto. É a autoestima condicional: aquela que sobe e desce conforme o dia rendeu. Segunda você foi ótima. Quinta você não foi nada.

Por que frase motivacional não resolve (e às vezes piora)

Você já tentou. Já colou bilhete no espelho. Já repetiu para si mesma que é forte, que merece, que é capaz. Já salvou frase, já comprou o caderninho. Funcionou uns dias. Depois voltou tudo, e ainda sobrou um sentimento a mais: o de que nem isso você conseguiu manter.

Antes que você se acuse de novo, tem uma pesquisa que precisa ser dita em voz alta.

Pesquisadores pediram que pessoas repetissem para si mesmas a frase “eu sou uma pessoa digna de amor”. Quem já tinha uma boa relação consigo se sentiu um pouquinho melhor. E quem tinha autoestima baixa se sentiu pior do que quem não repetiu nada. Os autores concluíram que as afirmações positivas saem pela culatra justamente com as pessoas que mais precisariam delas (Wood, Perunovic e Lee, 2009).

Quando você repete uma frase em que não acredita, a sua cabeça não engole calada. Ela responde. E a resposta dela é a lista completa de tudo que contradiz a frase: aquele dia, aquela vez, aquilo que você fez, aquilo que você é. Você não se convenceu de nada. Você só ficou de frente com o tamanho da distância entre a frase e o que você sente. E a distância dói.

É uma das coisas que eu mais escuto: “eu sei que tenho valor, eu só não sinto”. Essa frase resume o assunto inteiro.

Porque o problema nunca foi falta de frase bonita. É que a autoestima não se resolve no nível do pensamento. Ela se resolve no nível da história. E é para lá que a gente vai agora.

Como a baixa autoestima aparece no seu dia

Ela quase nunca aparece do jeito que você imagina. Raramente é alguém dizendo “eu não me acho boa o suficiente”. Ela chega disfarçada de outras coisas, e é por isso que passa décadas sem ser reconhecida.

No elogio que não entra

Você recebe um “parabéns, ficou ótimo” e a sua primeira reação é apontar o que faltou. Ou dizer que qualquer um faria. Você não consegue ficar parada recebendo: precisa devolver, minimizar, sair dali. Elogio, para você, é uma coisa que precisa ser negociada para baixo até virar suportável.

No espelho de manhã

Trinta segundos de inventário antes do banho. A barriga. A pele. Os fios brancos. O rosto de cansada que não some nem depois de dormir. Trinta segundos que decidem, sem você perceber, o humor do dia inteiro.

E as quarenta fotos que você não postou. Nenhuma serve. Não é vaidade, apesar de todo mundo chamar de vaidade. É que em nenhuma daquelas fotos você reconhece a pessoa que você sente que é.

No “não precisa” automático

Alguém oferece carona. Alguém se levanta para lavar a sua louça. Alguém te oferece um copo d’água. E sai da sua boca um “não precisa” antes mesmo de você checar se você queria.

Repare no desequilíbrio: dar é confortável, receber é constrangedor. Você sustenta o mundo dos outros com uma facilidade impressionante e não consegue aceitar um favor de dez minutos. Isso é da mesma família de quando dizer não parece egoísmo: nos dois casos, o seu lugar na relação é sempre o de quem serve, nunca o de quem recebe.

No que você não pede

Você faz aquele trabalho há dois anos e sabe que faz bem. Mas pedir o aumento, pedir o cargo, se colocar, isso parece atrevimento. Então você espera que alguém perceba. E ninguém percebe, porque as pessoas quase nunca percebem.

Os cinco sinais que mais aparecem são estes: autocrítica que não dá trégua; dificuldade de receber elogio, ajuda ou presente; comparação constante; dificuldade de decidir sozinha e de sustentar a decisão depois; e adiar sistematicamente o que é seu para caber o que é dos outros.

Se você marcou quase todos, não é porque tem algo de errado com você. É porque isso foi ensinado.

A raiz: quando o seu valor virou uma conta a pagar

A pergunta que quase todo mundo faz é “minha autoestima é alta ou baixa?”. Ela não leva a lugar nenhum. A pergunta que muda alguma coisa é outra, e é mais incômoda: do que ela depende?

A autoestima que depende

Dois pesquisadores propuseram uma virada simples: o que importa não é o tamanho da sua autoestima, é aquilo em que ela está apoiada. Ela sobe e desce conforme você acerta ou erra justamente nas áreas em que você apostou o seu valor (Crocker e Wolfe, 2001).

Traduzindo para a sua semana: se você apostou o seu valor em ser útil, o seu valor virou uma conta que vence todo dia. Você acorda devendo. Entrega o dia inteiro, quita, dorme. E acorda devendo de novo. Não existe saldo. Nunca sobra.

Por isso não adianta você “trabalhar a autoestima” sem mexer nisso. Você pode subir a nota o quanto quiser. Enquanto a nota depender de você dar conta, ela vai desabar toda vez que você não der.

De onde veio a régua

A gente não nasce sabendo quanto vale. A gente aprende. E aprende olhando para os olhos de quem cuidou da gente antes mesmo de saber falar.

Se o olhar que você recebeu brilhava mais quando você era boazinha, quando ajudava, quando tirava nota boa, quando não dava trabalho, você aprendeu uma coisa muito cedo e muito fundo: valor é uma coisa que se conquista. E aí você foi conquistando. Na escola, no primeiro emprego, no casamento, na maternidade, no grupo da família. Até hoje.

Isso não fica guardado como lembrança. Fica guardado como reflexo. É por isso que argumento não resolve: ninguém desfaz com raciocínio uma conclusão tirada antes de existir raciocínio.

O que a análise faz é simples de explicar e demorado de viver: escutar de onde veio essa conta que você acha que ainda precisa pagar. E quando você reconhece de onde veio a régua, ela perde um pouco do peso. Deixa de parecer verdade sobre você e passa a parecer o que sempre foi: uma história que te contaram.

A mulher que só se sente valiosa quando é útil

Domingo. Todo mundo saiu. A casa em silêncio, o dia inteiro livre, nada marcado, ninguém precisando de nada.

Em vez de alívio, vem um desconforto sem nome. Você anda pela casa. Liga a TV e desliga. Aí abre uma gaveta e começa a organizar. Depois outra. E o dia passa, e no fim você diz que aproveitou para pôr as coisas em ordem.

Não foi descanso. Foi fuga. Porque sem alguém precisando de você, some a única prova de valor que você aprendeu a reconhecer, e o que aparece no lugar é o vazio que surge quando tudo para.

Tem também o grupo da família no celular. Você é “a que resolve”. A consulta da sua mãe, o documento do seu irmão, o presente do sobrinho, a data do almoço. Todo mundo manda demanda para você. Você responde todo mundo, no mesmo dia. E ninguém pergunta como você está. E o mais revelador de tudo: você nem acha isso estranho.

Quase nenhuma mulher chega para mim dizendo que tem baixa autoestima. Ela chega dizendo que está cansada, que não sabe mais o que quer, que não se reconhece mais. A palavra autoestima aparece bem depois, quando a gente descobre que ela não sabe existir sem estar servindo.

Gráfico de barras comparando horas semanais em afazeres domésticos e cuidado de pessoas no Brasil em 2022: mulheres 21,3 horas, homens 11,7 horas.

Os dados do IBGE, na PNAD Contínua de 2022, mostram que as mulheres dedicaram 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas. Os homens, 11,7. Quase o dobro.

Isso não está aqui para transformar ninguém em culpado. Está aqui para dizer uma coisa mais simples e mais aliviante: a conta que você acha que é sua sozinha é uma conta que quase toda mulher que senta na minha frente também está pagando. Você não é fraca nem exagerada. Você foi treinada, como quase todas nós, para medir o próprio valor em utilidade.

Preciso ser honesta aqui, para isso não virar caricatura. Um levantamento com quase um milhão de pessoas em 48 países encontrou, sim, uma diferença média de autoestima entre homens e mulheres, e encontrou junto uma informação que quase ninguém repete: a autoestima costuma subir da adolescência até a meia-idade (Bleidorn e colegas, 2016). Ou seja, isso não é sentença.

E o número sozinho explica pouco. O que eu escuto não é mulher com autoestima menor. É mulher com a autoestima pendurada num lugar frágil: o quanto ela deu conta hoje.

O preço de viver assim: as consequências da baixa autoestima

As consequências da baixa autoestima quase nunca chegam com nome de tristeza. Elas chegam disfarçadas de escolha sensata. Aparecem no que você aceita sem reclamar e no que você adia sem perceber que adiou.

Nas suas escolhas

Quem não se sente valiosa costuma aceitar menos. No amor, no trabalho, nas amizades. Não por falta de inteligência. É que o pouco não parece pouco: parece o que cabe. Parece realista. Você chama de maturidade a decisão de não querer demais, e é assim que se aprende a aceitar menos do que você merece achando que está sendo compreensiva.

No que você adia

O curso, a mudança, a conversa difícil, a consulta, a viagem. Você chama de falta de tempo, e às vezes é mesmo. Mas muitas vezes é outra coisa, mais silenciosa: a certeza antecipada de que não vai dar certo, então melhor nem começar. É assim que a gente aprende a sabotar o que mais quer sem nunca chamar aquilo de sabotagem.

Baixa autoestima é transtorno?

Não. Baixa autoestima não é doença nem diagnóstico. Ninguém recebe atestado por isso, e ninguém precisa de rótulo para levar a sério o que está sentindo.

Mas ela também não é inofensiva. Pesquisadores reuniram 77 estudos que acompanharam pessoas ao longo do tempo e viram que a autoestima baixa costuma vir antes da tristeza profunda, e não como consequência dela (Sowislo e Orth, 2013). Cuidar disso não é frescura. É prevenção.

Sobre TDAH e autoestima: são coisas diferentes que às vezes andam juntas, e só uma avaliação profissional diferencia uma da outra.

E um cuidado necessário. Se junto com isso vier autocrítica que não dá trégua, desânimo que não passa há semanas, vontade de sumir do convívio, mudanças no sono e no apetite ou pensamentos que te assustam, procure também acompanhamento médico ou psiquiátrico. Se a dor estiver muito grande agora, o CVV atende pelo 188, 24 horas, de graça e em sigilo. A escuta caminha junto com esses cuidados, nunca no lugar deles.

Como reconstruir a autoestima sem virar mais uma cobrança

Depois de tudo isso, seria muito estranho eu terminar com uma lista de frases para você repetir no espelho.

Então não vai ter. Também não vai ter interruptor, porque não existe. E se você já transformou “melhorar a autoestima” em mais uma tarefa em que está falhando, comece por soltar essa tarefa. Nada aqui é para fazer perfeito.

Repare em como você fala com você quando erra. Só reparar, por enquanto. Não precisa corrigir, não precisa se cobrar por se cobrar. Só perceber que existe uma voz ali e que ela tem um jeito bem específico de falar com você.

Pergunte do que o seu valor depende hoje. Em que momentos da semana você se sentiu valiosa? Foi sempre logo depois de fazer alguma coisa por alguém? Se a resposta for sim, você acabou de encontrar a régua.

Troque a nota pela gentileza. As pesquisas sobre autocompaixão apontam uma saída diferente: a autoestima exige que você se avalie bem, e para se avaliar bem você precisa se comparar. A autocompaixão não exige nota nenhuma, não precisa que você seja acima da média, e por isso não desaba quando o dia é ruim (Neff, 2011). Ela pede uma coisa mais simples e bem mais difícil: falar com você como você falaria com uma amiga muito querida que está mal.

Faça uma coisa pequena que seja só sua. Não produtiva. Não útil. Não para ninguém. Vinte minutos. E aguente o desconforto que vem junto, porque a vontade de levantar e adiantar alguma coisa chega rapidinho. Fique. É treino.

Mulher sentada sozinha na poltrona perto da janela, tomando um café devagar, em uma casa silenciosa com luz natural suave.

Aceite uma ajuda por semana. Uma carona, uma louça, um “deixa que eu faço”. Sem devolver na hora, sem compensar depois. Uma por semana já muda o corpo.

Nada disso é rápido. E o que muda numa análise não é a pessoa passar a se achar maravilhosa. É ela parar de precisar provar. Já perdi a conta de quantas vezes vi alguém descobrir, no meio de uma sessão, que nunca tinha se perguntado o que ela mesma queria.

Se em algum momento fizer sentido olhar para isso com companhia, eu atendo online, para todo o Brasil, e a porta de entrada costuma ser só uma conversa.

Enquanto isso, fica uma coisa para levar daqui. Você não precisa se convencer de que é valiosa. Você precisa descobrir a quem você tem entregado essa conta, e há quanto tempo. Autoestima não se conquista com esforço. Ela aparece quando o esforço deixa de ser a condição para você existir.

Perguntas frequentes

O certo é autoestima ou auto-estima?

O certo hoje é autoestima, tudo junto e sem hífen. Depois do Acordo Ortográfico, o prefixo auto só leva hífen antes de palavra iniciada por h ou pela mesma vogal. Auto-estima é a grafia antiga, ainda muito usada, mas fora da norma atual.

Qual é o conceito de autoestima?

Autoestima é o valor que você sente que tem, e não apenas o que você sabe sobre si. Não é vaidade nem soberba. É a relação que você mantém consigo quando ninguém está olhando: como você se trata quando erra, se você se escuta e se você se coloca na própria lista.

Quais são os 3 pilares da autoestima?

Autoaceitação (aceitar quem você é hoje, sem condicionar seu valor a uma versão futura), autorrespeito (se tratar com o mesmo cuidado que oferece aos outros e sustentar limites) e autoconfiança (confiar que você dá conta de encarar). Algumas abordagens somam um quarto pilar: a rede de apoio.

Quais são 5 sinais de baixa autoestima?

Autocrítica que não dá trégua; dificuldade de receber elogio, ajuda ou presente; comparação constante com os outros; dificuldade de decidir sozinha e de sustentar a decisão; e adiar o que é seu para caber o que é dos outros. Raramente aparece como a frase "não me acho boa o suficiente".

O que provoca a baixa autoestima?

Quase nunca um episódio isolado. Costuma vir de uma história em que o valor precisava ser conquistado: críticas duras, comparações, um afeto que aparecia mais quando você era útil ou não dava trabalho. Você aprendeu cedo que valor se paga, e seguiu pagando.

Como curar a baixa autoestima?

Não se trata de cura, porque baixa autoestima não é doença. Trata-se de descobrir do que o seu valor virou refém. Enquanto ele depender de agradar, dar conta e ser útil, ele vai desabar sempre que você não der. O caminho passa por escutar de onde veio essa régua, e isso costuma pedir companhia.

Talvez o primeiro passo seja só uma conversa.

Atendimento online em todo o Brasil e presencial em Indaiatuba/SP. 1ª sessão a partir de R$150.

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